Você sabe usar calça skinny?

por Ana Rita Sbragia



Nos anos 2000 a calça skinny veio com tudo e com ela a minha relação turbulenta. “Será que posso usar?”. É que eu, baixinha, quadrilzuda e com uma coxa ralando na outra só tenho uma ideia quando visto: “ TO PARECENDO UMA COXINHA”.

Na teoria, meninas com esse tipo físico jamais deveriam usar calças skinny. Já escutei um tantão de vezes isso, outras tantas li em algum manual de “como encontrar o jeans perfeito”. A real é que se tem algo que não aceito é alguém me mandando fazer isso ou aquilo. Então eu ia lá, usava e pronto.

Acontece que por uma obra do acaso - de muita Nutella e hambúrguer -, eu fui engordando, engordando e a calça skinny tão linda na Gi Budchen foi ficando muito distante da minha realidade. De cara ele marcava as gorduras da minha cintura, não tava legal não...

Achar calça jeans pra mim é um puta sacrifício. Achar calça skinny então, mais ainda. Caçar calça jeans jeans skinny acima do peso... Um teste de fogo. Então, nesse cuidadoso processo, me liguei que detalhes fazem toda a diferença em garotas quadrilzudas, é só prestar um pouco de atenção aos detalhes.

Jeans com alta porcentagem de elastano 
Significa que o tecido é mais fino e estica muito (e rasga fácil). Esse jeans não modela o quadril e as gordurinhas ficam soltas. O ideal é 1% ou 2% de elastano e o restante de algodão.

Bolsos
Calças com bolsos, aplicações, botões traseiros aumentam bastante o quadril.

Cintura 
Sempre me enganei que a cintura alta segurava todas as minhas gorduras, mas deixa o quadril ainda maior se olhado de frente. O melhor mesmo são as cinturas médias.

Lavagem 
Os jeans escuros e mais clássicos, nunca saem de moda e são a porta de entrada para nos acostumarmos com a calça jeans skinny.


O importante mesmo é sempre se valorizar sem achar que um corpo é melhor que outro. O processo é muito mais interno que externo e se amar e assumir quem somos é o maior dos processos na aceitação do corpo.
É urgente viver agora e quebrar as correntes que nos prendem, simplesmente amando nossos corpos como eles são.
 

A Ana Rita é mãe, gordinha no vai e vem do efeito sanfona, 30 anos e pseudo jornalista. Assim que gosto de me definir.Moro em São Paulo (SP) . Eu já fui vendedora de loja, estagiária, já trabalhei com Pesquisa de Mercado, e atualmente faço resenhas de shows para o site Musicão (www.musicao.com.br).Eu me divido igualmente entre três paixões: música, moda e livros. E se não gostasse tanto de escrever, com certeza não existiria!



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Layout por: Breno Pontes | Fotos: Marcos Walke