Júnior Ollier: dançarino, louco do feed organizado e o bom-humor em pessoa

Conheça a história dele que teve o primeiro contato com a dança aos três anos de idade e hoje sonha em dançar pra Queen B., mas se contenta com a ideia de conseguir apenas pra pequena Blue - e quem não?




Se não fosse dançarino, certamente seria um influenciador digital de moda e comédia. Isso a partir do seu Instagram - feed organizado, looks descolados e muitos likes - e das respostas para essa entrevista, que apesar de ser “séria” foram feitas com muito humor. E quem o conhece sabe que é assim que ele leva a vida, por onde passa, deixa um mar de risadas. Na dança não é diferente, o primeiro contato com ela foi um tanto quanto divertido: “Minha irmã sempre gostou muito de dançar. Na época, o grupo ‘Eh O Tchan’ estava no auge do sucesso. Aí ela me colocava pra fazer o Jacaré (dançarino do grupo) e eu amava. A gente pegava as coreografias pela TV e reproduzia na sala de casa. Nessa época eu tinha uns três anos, temos até fitas desses momentos”, conta Jairo Roberto da Silva Júnior, que entrou pela primeira vez em um estúdio com sete anos. A paixão foi momentânea, desde então, não quis mais largar os movimentos corporais. 

Consequentemente, o que era hobby virou profissão, mas essa transição não foi fácil. “Quando comecei a levar a dança mais a sério, eu tinha zero apoio da família: os meus irmãos não eram contra, mas também não eram a favor; já os meus pais eram realmente contra. Em um país onde ser negro e pobre já é uma questão delicada, viver da arte é um risco. E, caso não desse certo, eles não conseguiriam me sustentar no futuro”, lembra. Júnior Ollier - seu nome artístico -, provou que não se deve desistir de um sonho, e com muita força e fé, conseguiu alcançar seu desejo. Aos 15, o paulista entrou em um projeto social onde teve a oportunidade de ver de pertinho como é a vida de um bailarino profissional. “Lá tive um contato mais forte com o acadêmico - jazz e ballet -, que na época era o meu foco. Mas também conheci o Hip Hop e me apaixonei. Através disso, fui para um lado totalmente voltado para as danças urbanas”, comenta. 

A falta de apoio dos pais não foi o único obstáculo na corrida para conseguir ser dançarino. De acordo com ele, a maioria das pessoas acha que a arte pode ou deve ser de graça, e quase ninguém imagina o quanto de dinheiro e tempo é investido para chegar no produto final. “Somos muito desvalorizados aqui, o que não faz o menor sentido, já que o mercado pop está crescendo bastante no Brasil e vem tentando seguir os padrões lá de fora. Mas desde que entrei nesse meio, já vi melhora, então acredito que ainda vamos receber o devido valor... algum dia”, continua. Junior puxou esse pensamento positivo da sua maior inspiração: “Minha mãe é apaixonante, uma verdadeiraguerreira. Meu exemplo”.

Hoje ele tem 23. Mas a pouca idade não é sinônimo de pouco job, aliás, muito pelo contrário. Por causa da agenda, que está sempre lotada, Júnior não consegue fazer aulas regulares. “Sempre que dá estou nas aulas de Hip Hop, Jazz Funk e Urban Coreo. Comecei o contemporâneo firme agora, mas é difícil seguir com frequência”, explica. Em contra partida, é professor de Hip Hop Kids, Jazz Funk e Videodance - coreografias e técnicas pra clipe.“Apesar da correria, faço cursos e aulas como manutenção, mas a minha especialização mesmo aconteceu na estrada, quando comecei a me deparar com os problemas da profissão, aí fui aprendendo a lidar com isso”, continua. 

Mas, pera, como assim ‘agenda lotada’ e ‘especialização na estrada’? Calmô, bebê. Vou explicar: é que o Jú é – nada mais, nada menos que – dançarino de alguns famouspor aí. O bonito já esteve ao lado de grandes nomes como Banda , MC Biel, Manu Gavassi, Sophia Abrahão e outros! E não é só, além da afinidade com os palcos, também é amigo íntimo das câmeras. Já participou de mais de 11 videoclipes, entre eles “Se Organizar Todo Mundo Pega”, do Xandy Aviões, Lucas Lucco e Dennis Dj, “Dia de Maldade”, do Nego do Borel e “360”, do Kafé. desejoem relação a isso não podia ser baixo, né? Queria dançar pra Beyoncé, talvez só consiga dançar para a Blue, mas já vale – e muito!”, finaliza rindo.

Bate-bola rápido 

Uma músicaIrreplaceable  Beyoncé
Um ídoloBeyoncé
Uma inspiraçãohistória da cantora Iza 
Uma vontadeAjudar minha arte por outro caminho (enigmática essa resposta eu sei)
Um arrependimentoTer me aceitado como pessoa tardePasso favorito: Hit Dem Folks Uma frase“Seu lugar é aquele em que você sonhar estar” – Lázaro Ramos
Um hobbyEscrever

Veja alguns de seus jobs:









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Layout por: Breno Pontes | Fotos: Marcos Walke